Com o avanço das tecnologias em software entre outras, temos a chegada cada vez mais próximo a “Indústria 4.0” ou “4ª Revolução Industrial”. Algo que começa entrar nessa tendência de digitalização da indústria e que é muito comentado hoje é o termo “Paperless” onde substituímos os papeis por arquivos eletrônicos, evitando dessa forma, perda de tempo em processos, economizamos com materiais, melhorando conversação entre todos os setores da indústria e reduzindo erros de fabricação. O paperless nos permite subir alguns degraus no quesito desenvolvimento e fabricação de produtos, e uma boa forma de nomear isso é o MBD (Model Based Definition).

Mas realmente, o que é MBD?

A Definição Baseada no Modelo (MBD) é um modelo de CAD 3D com anotações que contém todas as informações necessárias para definir um produto, substituindo desta forma um desenho 2D tradicional impresso. Assim, o desenho 2D passa a ser criado por opção e não mais como um processo padrão. O objetivo do MBD é criar dados técnicos 3D de forma simples e que possa ser utilizado no processo fabril, logística e aquisição, sendo entregues através de formato digital que é um 3D neutro (Ex. PDF 3D).

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Legal, mas para que serve?

Primeiro, é muito mais fácil compreender um modelo com 3 dimensões do que com 2. Isso resulta em uma curva de aprendizagem mais curta. Além disso, é mais eficiente simplesmente reutilizar e organizar as informações necessárias enquanto se modela um produto em 3D, pois o detalhamento tradicional resulta em mais arquivos a serem gerenciados, tempo adicional necessário para recriar informações sobre o produto com maior margem de erro.

Muito mais fácil, mas quais são os ganhos?

Dentre todos os benefícios podemos citar alguns um tanto quanto interessantes:

– Redução de cerca de 30% no tempo de engenharia;

– Redução de até 30% no processo de fabricação;

– Redução de 10% em outras áreas (materiais, papéis etc.);

– Não é realizado um piloto devido ao dimensionamento preciso do 3D cheio de informações (feito para facilitar a transição do desenho para outras etapas de fabricação);

– Melhoria da comunicação e colaboração de engenharia e manufatura entre todos os participantes do projeto;

– Redução do tempo de ciclo para novos modelos e processo;

– Redução dos erros de fabricação resultando em economias significativas e evitando retrabalhos;

– Alocação mais eficiente dos recursos colaborativos.

Por Fim 

Através da CICLO PLM, o próximo líder em tecnologia para Engenharia, Manufatura e Gestão do Produto, diversas tecnologias estão sendo trazidas para o Brasil. Entre elas o ARAS Innovator, que permite implantação de Paperless MBD com custos reduzidos. Essas tecnologias estão sendo muito bem explorada por grandes potencias da Industria Mundial. E, conforme comenta João Goulart – Gestor de Negócios Ciclo PLM, “Buscamos nutrir as indústrias Brasileiras sobre tais tecnologias, além de auxilia-las a desenvolverem-se internamente e otimizarem seus processos para que com isso contribuamos positivamente com o desenvolvimento da Indústria Nacional”.